Publicado por: Azevedo Thiago | Março 16, 2009

Resumo dos últimos tempos

              Risos e mais risos quando se encontra numa roda de amigo, a socialização acaba sendo mais que uma preocupação vira uma necessidade, procura-se tudo de novo, amigos, pessoas, conhecidos, cíclos, rotinas, viagens, tudo a favor da liberdade da depressão. Não queria muito dizer sobre o meu dia hoje (mas irei), porém foi ele que acabou me trazendo para cá, melhor dizendo, esses últimos tempos que me trouxe aqui. Sei que nesse blog devo parecer um pouco ofensivo com alguns posts, mas me sinto muito mal ao escrever esse.

               Uma coisa é verdade, experimentei os dois lados de uma “balança” - Digo isso dos meus picos de humor, sempre colocados numa balança e quicando de um lado para o outro, uma coisa normal que aceitei com o decorrer do tempo e tentei esconder, só que agora é o que mais transparece. É chato você chegar ao ponto em que sai cantarolando com os amigos, conversa sobre todo o tipo de coisa, ri, conhece novas pessoas e se distrai para no outro dia, você se sentir um merda completo, nóiado com uma coisa que não se sabe, parece que aquele mundo que você estava vivendo te aparenta distante e não retornará mais, não seria saudades, mas sim um sentimento bem estranho de ser descrito, mas que leva a margura de uma tristeza, dor, ansiedade, pensamentos e quietudes. Há uma dica de como agir nesses momentos para a 3ª pessoa: Não é bom tocar nessas feridas, não é bom futricar e espalhar isso pelos ares quando se está assim, não é conselhavel dizer o certo e o errado da tua concepção, não é bom trazer desgaste a uma coisa que não deveria se desgastar, não pode se esperar uma resposta de um depressivo no seu auge, o máximo que tu vai conseguir é mais mágoa para ele e para ti. Já tentou animá-lo? Já tentou trocar de conversa?

                Confusão e paranóia, é o que pretende ter? -  Outra coisa chata: perceber que tu começa a se preocupar com coisas fúteis da sociedade e não se preocupa em morrer. Porque comprovar que seu sentimento de que a pessoa está falando mal de ti? Porque não confiar? Porque se sentir enganado? Porque se expor? Porque tudo tem que andar desse jeito? Algumas coisas podem ser incluidas não só na confusão e na paranóia mas também na questão amorosa. Cansa saber que você  está sendo jogado para trás, ser 2º plano e o pior de tudo não sentir um entendimento ou boa aproximação, parece ser estático e não picante. Não sei como conseguem me culpar pela minha doença mental, não sei como não conseguem entender o óbvio, não devem me escutar ou simplesmente ignoram todos os fatos que eu ponho em pauta. As vezes me sinto falando com a minha parede, o que me da mais raiva.

               Colocando em Ansiedade - Porque não poderia tornar as coisas mais fáceis? É sempre a mesma história, seguir o caminho de pedra é mais legal do que dizer o que realmente pode ser? Diga! “Enrolation” nas pessoas não é uma saída de mestre. Não gosto quando agem assim, não gosto da neura que me poem, não gosto de mentira, não gosto de sacanear, não gosto e ponto! Acho que são coisas me poem num estado de ansiedade enorme, com altos índices de aborrecimento e que acaba batendo com o paragrafo anterior. Se te dá gosto de fazer essas coisas, meu amigo, você é mais psicótico do que eu.

               Cadê a auto-estima? – A minha se perdeu a tempos, cadê? Me sinto cada vez mais feio e mais burro. Fato ou ilusão? Não há mais o que comentar nesse parágrafo.

              É fato que eu só coloquei as partes ruins do que aconteceu com a minha cabeça esses últimos tempos, queria sim ter posto que a força dos amigos e das pessoas foram fundamentais para me erguer, mas colocarei tudo uma hora que me sentir bem. Sinto saudade de todos e de um ser especial. Não vou comentar mais nada em relação a isso.


Respostas

  1. Como eu vivo dizendo, loucura, paranóia, psicose é questão de ponto de vista. Já discutimos isso. Quem é mais insano: você ou um mentiroso filho de papai? Insanidade cobre tudo. Compulsão, loucura, fobia. As pessoas às vezes se esquecem disso.A putefração mental da sociedade hoje reflete isso claramente. As coisas se distorcem; hoje quem é auto-crítico, pensante e coerente é que é o maluco. Por isso nós parecemos cada vez mais isolados. Por sorte somos poucos mas unidos. Num reino de trovadores e bufões, somos os alquimistas do bom senso, mesmo parecendo dementes. Afinal de médico e louco, todos têm um pouco.


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